
(Picture by Salvador Dali)
Como podemos avaliar seu impacto e proporção?
As vezes gostaria que o tempo parasse e congelasse para sempre certos momentos.
Mas ele não pára.
Impiedoso ou não, continua.
Deixando somente as suas marcas.
Memórias que não voltam e que vivem apenas em minha mente.
E então ele continua, segue seu rumo.
Preciso acompanhar, me adaptar ou me atropela.
Com ele vêem as mudanças e muita bagunça,
algo que somente o próprio tempo poderá se encarregar de organizar.
O tempo sara, o tempo consola, o tempo amadurece.
Mas o tempo também pode separar, machucar, esfriar...
Quem deu ao tempo esse poder?
Como ele pode se manifestar deste jeito sem expressar nenhuma palavra?
Se o tempo fosse uma pessoa, ele talvez seria algum velho sábio chines.
Devagar para quem tem pressa e complicado para quem não entende.
E como o entender?
Se hoje vivemos em um mundo que no passado era “jovem e primitivo”,
mas que hoje é “velho e moderno”.
Nosso ser, o humano, perdido em meio a tecnologia,
tentando conciliar homem/máquina, tempo/espaço.
Aisten ensinou sobre a teoria da relatividade
Albert Camus dizia: “somos resultado das nossas escolhas”.
Relativo ou não, conciliável ou não.
Nós somos o que somos.
Reflexos das nossas decisões.
Damos ao tempo o valor que quisermos e entendemos aquilo que queremos.
Temos o poder e não sabemos!
